Passagem de Ano 2008-2009
Bem-vindos ao último texto datado de “2008″ neste blog. Será que isto tem alguma importância astrológica? Absolutamente nenhuma.
Sim, eu sei que disse a semana passada que ia deixar os textos educativos para o ano que vem, mas não faz muito sentido deixar passar esta data sem falar um pouco de um fenómeno que é comum nesta altura, sob o nome da Astrologia.
A passagem de 31 de Dezembro para 1 de Janeiro é meramente uma mudança de números no calendário. Podia ter sido qualquer outra data (como em tempos foi) mas, nos tempos que correm, são estes os números que temos no calendário e lá vamos fazendo a festa em nome disso. Nada de errado com isso, afinal, eu também adoro que hajam desculpas para ter férias e divertir-me!
Acontece que, ao longo do mês todo de Dezembro, devem ter reparado num padrão que já faz parte da “tradição” da época. Estou a falar das “previsões” para o ano seguinte a nível astrológico. Se tinham dúvidas antes, podem deixar de as ter agora: são puro Astro-Entretenimento, nada mais.
Vamos pensar. A Astrologia funciona na base dos ciclos de vida (humana e não só), e esses “ciclos” têm um ponto de origem tanto físico como simbólico. Porém, o que é o “Ano Novo”? É um ciclo simbólico, sem dúvida, mas onde está a vertente física? O que é que nasceu à meia-noite de 1 de Janeiro? E onde, exactamente? Sim, porque o Ano Novo surge em alturas completamente diferentes, dependendo do local onde se está, e do respectivo fuso horário. Notem que seria, no mínimo, estranho se todos os anos fossem bafejados por um Sol em Capricórnio (credo… Deus nos livre e guarde).
Para dizer a verdade, esta data tem alguma importância, sim… para quem nasceu à meia-noite de 1 de Janeiro de um ano qualquer. Estamos, portanto, a falar do Retorno Solar (mais conhecido como “aniversário”) da pessoa e, como tal, marca o fim de um ciclo e o consequente inicio de outro. Mesmo aqui, a data não é constante porque, ao contrário do que muitos ainda pensam, nós não temos o nosso aniversário sempre no mesmo dia que aparece no calendário… mas falarei disso mais tarde, quando puxar o tema dos Retornos Solares.
Parece, portanto, que as previsões anuais, em geral, são uma grande tanga, não é? Pois, mas é agora que vou dar uma reviravolta neste assunto. É possivel fazer previsões astrológicas anuais sem ser por entretenimento, sim, mas existem algumas regras pelo caminho.
- Em primeiro lugar, é preciso ter acesso a uma fonte de efemérides (livro, programa informático, etc).
- Definir um período de acção para todos os Planetas Transpessoais (Júpiter, Saturno, Úrano, Neptuno, e Plutão) – por exemplo, um ano.
- Tomar nota dos Movimentos desses Planetas (Directo ou Retrógrado) durante o período de acção previamente definido.
- Tomar nota do grau mais atrasado de cada Movimento Planetário.
- Tomar nota do grau mais avançado de cada Movimento Planetário.
- Aplicar essas notas ao Horóscopo que queremos observar (Horóscopo Natal de alguém, Horóscopo de uma nação, etc) e interpretar os resultados.
Temos aí as previsões que procuramos.
Aqui, talvez se levante a questão:
- Se, afinal, dá para fazer previsões anuais, para quê a conversa toda sobre o dia 1 de Janeiro não ter importância?
Porque as previsões que referi acima não têm que ser feitas no Ano Novo. Podem ser feitas em qualquer altura do ano. Podem ser feitas para um ano inteiro, como podem ser feitas para 6 meses ou 2 anos (período de acção). Claro que, quanto mais distante a previsão, menos fiável será, porque a aplicação do Livre-Arbítrio por parte de cada indivíduo acumula e altera progressivamente a situação presente do que está a ser analisado.
Há quem faça todo o processo acima referido incluindo os Planetas Pessoais, mas boa sorte a interpretar isso tudo junto para períodos de um ano inteiro ou mais.
Como exemplo, sabemos que Plutão vai ter 3 Movimentos ao longo dos 365 dias de 2009. O primeiro oscilará apenas entre os graus 1 e 3 de Capricórnio, enquanto que o segundo e terceiro irão percorrer um grau extra (0 a 3 de Capricórnio). Em que Casa Astrológica estão estes graus nos vossos Horóscopos? Que Aspectos são criados a partir desses graus? Repitam o exemplo para todos os Planetas, e interpretem. Vão ver que o Ano Novo da vizinha não vai ter nada a ver com o vosso.
Por aqui me fico, porque vou apreciar as prendas que recebi no Natal. Os meus desejos de um bom resto de 2008, e óptimo começo de 2009.
Até para o ano.
Natal 2008
Sendo este o último texto que vou escrever antes do Natal, e penúltimo antes da passagem de ano, andei à procura de um tema que fosse “simpático” para falar, e deixar a missão de educar, organizar, e ajudar a limpar o lixo que existe no mundo associado à Astrologia, para 2009.
Complicado, visto que Sol e Marte, ambos em Sagitário, estão em Quadratura a Saturno, e são Dispostos por Júpiter em Capricórnio, com Plutão e Mercúrio também nesse Signo. O mais simpático ainda é o Trígono da Lua em Balança à Vénus em Aquário e, logo a seguir, a Neptuno (também em Aquário) que vai ocorrer ao longo deste Sábado. Portanto, se ainda não têm todas as prendas que querem oferecer a alguém nos próximos tempos (Natal ou aniversários), sugiro que o façam hoje porque a inspiração para escolher a prenda certa está num dos seus pontos mais altos.
Pessoalmente, deixei de celebrar datas “especiais” há uns anos, quando resolvi pensar melhor no real significado das celebrações e apercebi-me que já não encontro qualquer sentido nelas. Contudo, do ponto de vista meramente lúdico, são uma boa desculpa para ter momentos de entretenimento social.
Sendo assim, e como isto é um blog de Astrologia, optei por fazer algo simples, e combinei os temas para fazer um pequeno exercício de Astro-Entretenimento. Afinal, nesta altura do ano, o pessoal quer é férias, parar de estudar e de trabalhar por alguns momentos e, simplesmente, rir um bocado. Por isso, fiz uma pequena lista de momentos de comédia para partilhar convosco. Vejam qual é o vosso Signo Solar, e consultem abaixo o video que associei. Considerem-nos como cartões de Boas Festas da minha parte para todos vocês, e espero que apreciem. Bom Natal para todos!
- Carneiro
- Touro
- Gémeos
- Caranguejo
- Leão
- Virgem
- Balança
- Escorpião
- Sagitário
- Capricórnio
- Aquário
- Peixes
Até à próxima.
Consciência Planetária
O texto desta semana é um pouco diferente. Ao contrário de uma abordagem científica, decidi abraçar a presente Conjunção entre Sol e Marte em Sagitário e fazer algo bem mais teórico e virado para a veia filosófica. Faço-o agora por dois motivos.
Primeiro, porque gosto que haja uma sequência entre os textos, um ponto de união, e a semana passada fiz referência a uma das muitas teorias que existem sobre Filosofia Astrológica – os Planetas conhecidos como imagem simbólica de expansão da consciência humana.
Segundo, porque Mercúrio, finalmente, saiu de Sagitário (o seu Signo de Detrimento), por isso, são menos prováveis as confusões que este texto possa causar.
Mesmo assim, hesitei um bom bocado antes de começar a escrever este texto porque é muito fácil ofender e elogiar pessoas com esta visão filosófica, e potencialmente elitista, das coisas. Quem se reconhece nos níveis mais “baixos” poderá sentir-se insultado, e quem se reconhece nos níveis mais “elevados” poderá sentir o ego inchar. É a natureza humana.
Por outro lado, também é verdade que existe uma diferença teórica entre alguém que é licenciado e alguém que só tem a 4ª classe. Será isso elitismo, ou uma realidade que é dificil de engolir por aqueles que não fazem parte da pretensa elite? O nível de instrução não é uma representação real da inteligência, educação, ou cultura de um indivíduo, mas é uma demonstração visivel e palpável de como esse indivíduo utilizou as três virtudes referidas.
Visto desta forma, o conceito teórico de expansão da consciência não é mais que uma lista de objectivos possíveis, que visam abrir portas na forma como abordamos a vida, da mesma forma que o nível de instrução visa abrir-nos portas para vivermos a vida que sonhamos viver, ou o mais perto disso possível.
Por causa disso, recomendo que digiram o texto desta semana “com uma pitada de sal”. Se necessário, levem-no na brincadeira, afinal, já há algum tempo que eu não escrevia um texto “light” e estamos tão próximos de uma época festiva, que mais vale ver as coisas na desportiva – como se isto fosse um artigo escrito para uma revista cor-de-rosa! Ok… acho que acabei de auto-insultar-me. Adiante.
Feito o disclaimer, passemos ao texto propriamente dito.
Por uma questão de simplicidade, vou reduzir os “tipos” de pessoa em três grupos:
- Praticantes de Astrologia (aqueles que dão consultas a terceiros)
- Interessados em Astrologia (aqueles que buscam o aconselhamento de um praticante)
- Críticos da Astrologia (aqueles que questionam o trabalho dos Praticantes, e a motivação ou conhecimento dos Interessados)
Como este é um blog temático, dedicado à Astrologia, parece-me que esses três grupos sintetizam o essencial, embora seja verdade que poderíamos associar os níveis de Consciência Planetária a qualquer distinção humana.
Utilizando o sistema de esferas tradicional, comecemos pela…
- Terra
A nível Terrestre, também conhecido por “Sub-Lunar”, podemos dizer que não existem PAs nem IAs. Pura e simplesmente, o conceito de Astrologia não tem importância. Estamos a falar de um grupo de pessoas cujos interesses e preocupações estão relacionados com o dia-a-dia. Comer, trabalhar, dormir, repetir. Às vezes, procriar, quando há tempo para isso.
A este nível o ser humano tem uma visão naturalmente simples do futuro. O conceito de “esta é a única vida que tenho” tende a fazer as pessoas deste nível pensarem que, no fundo, estamos todos só à espera da morte, e o que muda é apenas a forma como se chega a ela.
CAs podem surgir já a este nível, mas não aprofundam muito o assunto. Seja religião, superstição, arte, ou o que for que lhe chamem… não é nada que lhes faça falta no seu dia-a-dia, e podem-lhe chamar Astrologia, Numerologia, ou Dança do Ventre, porque não há qualquer diferenciação (bem, talvez na última).
- Lua
A este nível também não encontramos PAs, mas começam a aparecer os primeiros IAs, e os CAs tornam-se mais abundantes.
Os IAs, norma geral, não ligam à Astrologia, a menos que estejam num estado de desespero. Mesmo aí, não olham para a Astrologia como algo que possa ser aprendido, mas sim como algo que algumas pessoas “dotadas” sabem fazer. Aliás, astrólogo, tarólogo, bruxo, médium, e tudo o mais continua a ser considerado como “farinha do mesmo saco”. O que importa, nessas situações de desespero, é encontrar alguém que agite a varinha e leve os problemas para longe, e convém falar dessas coisas em segredo – não vá o Diabo ouvir.
A este nível, as pessoas falam de Astrologia em termos de “acredito” ou “não acredito” e mesmo esta opinião pode variar, dependendo da situação que estão a viver ou a pessoa com quem estão a falar. Quando procuram por um astrólogo, tendem a dar maior atenção àqueles que dizem que fazem trabalhos à distância, trazem o ser amado de volta, curam impotência, e outros fenómenos similares.
Este nível de CAs é caracterizado pela influência do meio em que se vêem envolvidos, e no qual o importante é encaixar no que é considerado “normal” e não dar importância a coisas “esquisitas”.
- Mercúrio
Finalmente, os primeiros PAs surgem mas, a este nível, a Astrologia é vista como um meio para um fim pessoal – sendo esse fim, normalmente, comercial. São estes PAs que são procurados pelos IAs do nível Lunar, porque prometem tudo… por um preço. A auto-publicidade abusiva é imagem de marca destes PAs, desde a entrega de folhetos nas entradas do Metropolitano, passando pelos anúncios em jornais, até ao lixo publicitário (spam) que enviam para todos os emails, fóruns, e blogs a que têm acesso.
A maioria nem sequer está “disponível” para consultas pessoais porque fazer o trabalho à distância é conveniente para todos, tanto o IA que não tem que levantar o rabo de casa para ir a um consultório, algures, como para o PA que mantém a sua integridade física ao se verificar que o trabalho não surtiu qualquer efeito.
Esta impessoalidade tem outras expressões, como o surgimento dos primeiros (e mais básicos) espaços de internet que, na maioria dos casos, limitam-se a dar aos IAs toda a informação que precisam acerca dos seus serviços, assim como a morada de email, ou apartado para onde devem enviar os dados de nascimento, e o pagamento antecipado.
Os IAs deste nível tendem a ser mais racionais e, logo, mais cépticos que os IAs Lunares, mas são também mais curiosos e, embora não estejam à espera que um astrólogo lhes vá resolver a vida, podem ter a curiosidade de ir consultar a previsão do dia para o seu Signo Solar no jornal ou internet.
Os CAs a este nível tendem a ser os mais verbosos. Tudo tem que ter lógica racional, ou então “não faz sentido” e 98,78% das vezes é falso. Muito abertos à discussão, continuam a ver o assunto como algo em que se “acredita” ou não, e podem ter alguma dificuldade em aceitar o facto da mente humana ter limites e, logo, não ter resposta para tudo o que nos rodeia.
- Vénus
Ao nível Venusiano podemos associar todos aqueles que chamam a Astrologia de “arte” (convenhamos, não é muito melhor que chamar-lhe “crença”). Eu costumo dizer que “arte” implica criar algo do nada, ou transformar algo de uma coisa em outra.
Ora, a Astrologia só seria “arte” se o astrólogo estivesse a inventar o que diz (do nada), ou a manipular a situação presente (pessoa ou evento) em algo da sua autoria (a sua interpretação). Notem que, curiosamente, estes são dois dos argumentos levantados por muitos CAs, que afirmam que os PAs não fazem mais do que isso mesmo. Ou seja, quem chama à Astrologia de “arte” está a insultar, conscientemente ou não, todos os PAs.
Isto não significa, porém, que não haja alguma razão nessa crítica (como costumo dizer, quando há polémica, é comum ambos os lados terem alguma razão). Sim, porque os PAs Venusianos tendem a ser eles próprios a assumirem-se como artistas dentro do ramo.
Como estamos a falar de arte, é preciso puxar pela imaginação um pouco, mas alguns exemplos incluem aqueles PAs que tocam todos os instrumentos e são mestres de nenhum – deitam as cartas, lêem o hóroscopo, vêem a aura e, se pedirmos com jeitinho, talvez façam o pequeno-almoço na manhã seguinte.
É aqui também que surgem os mais comuns (actualmente) espaços de internet dedicados à partilha de informação astrológica, ou portais de Astrologia com hiperligações para tudo o que é lado. Embora a ideia de criar espaços na internet tenha origem no nível Mercuriano, a verdade é que, em Mercúrio, o principal objectivo é a auto-publicidade, enquanto que a nível Venusiano há uma necessidade de retorno, de partilha, e de transmitir e receber informação, embora mais em quantidade do que em qualidade. No fim, acabamos com uma espécie de “Astrocartotarrunabuzologia” que, para mim, parece mais o nome de uma Quimera.
Os IAs deste nível gostam de brincar com o assunto. Gostam de saber o seu Signo Solar e o dos outros, mas não levam muito a sério na maior parte das situações. Quando se apaixonam, por exemplo, podem ir mais longe e procurar saber algo sobre compatibilidades, mas quase sempre ao nível dos doze Signos Solares, e raramente além disso.
Os CAs deste nível tendem a ser mais diplomatas que os Mercurianos, tendo mais facilidade em aceitar a Astrologia como uma forma de entretenimento, mas não mais do que isso.
- Sol
Conhecem PAs que apareçam frequentemente na televisão, rádio, e/ou que tenham um ritmo de publicação de livros que põe em causa a sobrevivência das florestas? Então é possível que estejam a pensar num PA Solar.
A fama e reconhecimento público são importantes a este nível. Previsões para o futuro são uma das ferramentas preferenciais porque, quando funcionam, são um cartão de visita óptimo para cativar o público.
Começam também a aparecer os primeiros professores presenciais de Astrologia a este nível, porque é sempre bom ser um exemplo, ou “mestre”, para os outros. Ainda melhor se esses fiéis alunos, mais tarde, seguirem o seu método. Sim, porque um PA Solar não pode, simplesmente, praticar a mesma Astrologia dos outros, ele terá, certamente, algum método ou idiossincrasia que o distingue das maiorias. Caso contrário, ele não estaria a fazer mais do que a “regurgitar” informação como no nível Venusiano.
Toda a lábia do nível de Mercúrio, e o sentido artístico do nível de Vénus, são aplicados aqui para dar verdadeiros shows de bola a quem os quiser ver ou ouvir! As consultas também podem ser particularmente dispendiosas porque ter uma consulta com uma celebridade tem o seu preço… ou então, o PA Solar está, simplesmente, demasiado ocupado para dar consultas pessoalmente, deixando o seu staff tratar disso.
IAs, a este nível, gostam da ideia de ver na Astrologia algo que os defina. Surge o interesse por saber “qual é o meu Ascendente”, ou mesmo a posição da Lua, e como é que essa combinação altera o seu Sol. Ainda assim, o interesse não costuma ser elevado o suficiente para os levar a estudar o assunto seriamente.
Quanto aos CAs deste nível, podemos dizer que a atitude pode atingir os niveis do ridiculo. Ao nível Mercuriano, temos aqueles que debatem e contradizem tudo mas adoram discutir o assunto, embora nunca o levem a sério. Ao nível Venusiano temos aqueles que preferem fazer uma separação diplomática do que a Astrologia pode ou deve ser, remetendo-a para uma simples forma de entretenimento. Aqui temos aqueles que começam a levar a “ameaça” da Astrologia a sério e começam a adoptar posições agressivas contra qualquer prática astrológica.
São (ou, pelo menos, consideram-se) autoridades em outras disciplinas e caiem na arrogância de pensar que a sua posição permite-lhes falar de Astrologia com o mesmo nível de autoridade que, supostamente, têm na sua própria área de especialização, como acontece a muitos astrónomos e psicólogos, mas não só.
- Marte
A este nível temos tanto de competitividade como de pioneirismo. Mais do que procurar fama e reconhecimento, o PA deste nível quer estar à frente, na vanguarda, da sua profissão. São estes que incluem Eris, Sedna, e os asteróides todos, e mais alguns, nos Horóscopos que fazem, na tentativa de descobrir o que eles representam astrologicamente. Infelizmente, não costumam ter paciência para organizar um sistema de estudo que dê resultados práticos, o que resulta em imensas teorias que, nos piores casos, vêm a público sem nada que o substancie. Há, também, uma tendência para se revoltarem contra os CAs ou aqueles que, de alguma forma, possam ser uma ameaça para a sua profissão.
Os IAs assumem, pela primeira vez, uma vontade genuína de aprender Astrologia e tendem a querer fazê-lo de forma auto-didacta ou, mais raramente, através de um curso de curta duração. Talvez a palavra “curso” não seja a melhor aqui, mas sim “workshops“, seminários, palestras, e eventos similares.
Os CAs que chegam a este nível, são verdadeiros militantes da sua causa. Já chegaram à conclusão, embora não se saiba bem como, que a Astrologia não pode ser considerada uma actividade séria, e estão determinados a anunciar ao mundo, se faz favor, que isto aqui, sim, isto aqui, é uma data de gatunos, uma data de ladrões, e uma data de chupistas.
No fundo, podemos dizer que os IA deste nível representam a forma Ariana de Marte, daí o seu impulso para o começo de um estudo mais sério, enquanto os CAs representam a forma Escorpionina de Marte. Os PAs podem ser dos dois tipos, pois este é o último nível pessoal, e serve de teste final antes de ascendermos a…
- Júpiter
Júpiter, como primeiro Planeta de um patamar acima dos níveis pessoais, marca o ponto em que o nível Terrestre (ou Sub-Lunar) deixa de ser relevante.
Não há mais CAs a este nível. Simplesmente, não é possível. Ao assumir-se um nível que vai para além do pessoal, o único cepticismo que sobra é aquele que podemos considerar de saudável. Contudo, esse cepticismo não se encontra a este nível ainda. É como se o nível de Júpiter se posicionasse num espaço intermédio onde não há qualquer tipo de questionamento, nem o racional (Mente Inferior), nem o sensato (Mente Superior).
Devido a isso, os PAs a este nível têm em comum o facto de serem pessoas com muitas certezas. “Nunca me engano, e raramente tenho dúvidas” poderia ser um óptimo adágio para este nível de consciência (ó senhor Presidente, perdoe aí qualquer coisinha).
A Astrologia assume aqui um papel, no mínimo, quase religioso. Aquilo que é ensinado é aceite, sem reservas. Os livros são lidos como bíblias, e o que lá vem escrito presume-se que “deve” ter sido testado e provado por “alguém” no passado, senão não tinha sido publicado – ou a questão pode nem sequer ser colocada, de todo.
As consultas tendem a ser dadas em tom autoritário, com afirmações claras sobre o que o cliente “deve” fazer na sua situação actual. Alguns conceitos de espiritualidade são referidos, com frequência, de forma similar ao que ouvimos por parte de um sacerdote de algumas religiões.
Tal como no nível Mercuriano, podem haver esquemas que visam levar as pessoas a fazer algo ou, neste caso, pensar de uma certa maneira, mas em vez de haver uma motivação material, aqui a motivação é mais moral. Ou seja, levar a pessoa no caminho “certo”, salvar aquela alma, ajudar aquele espírito, participar em rituais de grupo (normalmente orientados), etc. Nalguns casos, as intenções podem ser boas, os resultados é que nem por isso.
Os IAs a este nível tendem a confundir-se com os PAs, porque a Astrologia passa a ser mais “vivida” do que “praticada”, e a Filosofia Astrológica sobrepõem-se à técnica e interpretação.
- Saturno
A este nível encontramos PAs que, desiludidos com – ou desconfiados da utilidade da – prática filosófica, resolvem abordar a Astrologia a um nível mais rígido, sério, e técnico. Nalguns casos, trabalham apenas com a Astrologia Tradicional Clássica por isso mesmo, por ser uma Astrologia que tem o valor do tempo, da experiência de incontáveis grandes mentes do passado, e com resultados práticos ainda hoje visiveis. É uma Astrologia limitada, sem dúvida, especialmente quando comparada ao que se popularizou nos últimos dois séculos de estudo, mas representa a base de toda a Astrologia de qualidade no mundo moderno.
Aqui, as descobertas modernas podem ser incluidas, lentamente, depois de muitos testes e experiências, de preferência feitas por vários nomes de autoridade no ramo, na busca por soluções conclusivas, seguras, e não apenas teóricas.
Os IAs continuam a confundir-se com os PAs diferenciando-se, essencialmente, no facto dos primeiros não praticarem a nível profissional.
O conceito de crítica volta a aparecer aqui, desta vez na sua vertente saudável, não em entidades separadas, mas como elemento integrante da abordagem dos PAs, e IAs, que criticam abertamente, e com autoridade, toda a prática e crença astrológica falível ou não comprovada.
Há uma clara demarcação de limites, e pouca ou nenhuma intenção de se verem misturados com o “lixo” que está abaixo do seu nível já alcançado. Este distanciamento tem o lado positivo de fomentar uma metodologia organizada que torna a Astrologia muito mais fácil de ser estudada e compreendida, mas tem o lado negativo de tornar a sua acessibilidade para as massas mais limitada, visto que só um grupo selecto de indivíduos é que terá acesso a esse conhecimento estruturado.
Tal como Marte, a nível pessoal, Saturno é a último grande desafio antes da passagem a…
- Úrano
Teoricamente, este é o nível a que todos deviamos almejar, desde o século XVIII para cá. Como primeiro Planeta de um novo patamar, conclui-se que a Lua deixa de ter presença a este nível de consciência.
Tal como a categoria de CAs, desaparece ao nível de Marte, e torna-se parte integrante das outras, numa expressão mais subtil, também as categorias dos IA e PA deixam de fazer sentido. A este nível, cada indivíduo é único e não pertence a grupos ou categorias.
A forma de abordar a Astrologia passa a ser uma extensão do indivíduo, e não um mero conhecimento adquirido. As suas bases herdam a solidez de Saturno, mas aqui há um olhar mais longínquo, para uma via de experimentação e análise a vários níveis. Correm-se mais riscos, em nome do conhecimento e da verdade, evitando colocar barreiras ou limites, quer no espaço ou no tempo.
Há uma abertura natural no que toca à partilha de informação, mas não qualquer informação. É uma informação filtrada, estruturada, organizada, explicada e, no entanto, por estranho que pareça, com uma total abertura a ser expandida, acrescentada, e alimentada, por parte de qualquer um que escolha fazê-lo. É o indivíduo no grupo, e o grupo no indíviduo, numa simbiose exemplar.
A crítica construtiva e saudável é uma constante, e serve de combustível ao motor mental dos seus pares. É ciência no seu verdadeiro sentido da palavra, sem dogmas, ou masturbação de egos.
A este nível, já não há lugar para hábitos ou tradições. Os sentimentos e emoções são analisados, descritos, e lidados de uma forma que pode parecer “fria”, “radical” ou “cruel” aos olhos daqueles que ainda se debatem com os níveis mais baixos de consciência mas, na verdade, o que se passa é que o indivíduo alcançou um estado pleno de segurança em sí mesmo e, por consequência, não tem dependências em relação a factores externos, quer sejam pessoas, objectos, ou situações.
- Neptuno
Eu costumo dizer que Neptuno não é para se perceber, mas sim para se sentir, ou talvez fosse mais correcto dizer “percebe-se pelo sentir”, mas isso poderíamos dizer de tudo na vida. Escusado será dizer que isto é uma abordagem muito pouco científica mas, teoricamente, o nível de Neptuno anda mais ou menos por aí.
Continuando a falar em termos teóricos, podemos afirmar que todos os níveis mantêm os pontos positivos dos níveis anteriores, ou seja, aquilo que foi conquistado nesses níveis. Nesse caso, isso teria que significar a presença da individualidade e segurança de Úrano, a experiência e organização de Saturno, a abertura e expansividade de Júpiter, a força e o pioneirismo de Marte, a criatividade do Sol, a capacidade de relação/apresentação de Vénus, e a expressividade de Mercúrio. Agora, dito isto, como fazemos essa “salada” toda com os princípios que conhecemos de Neptuno?
Há quem proponha que, a este nível, a Astrologia já não é necessária, porque os indivíduos já sabem, intuitivamente, qual é o seu caminho pessoal, os seus timings certos, e qual a melhor forma de fluir no rio da vida. Isto faz algum sentido, se pensarmos que a Astrologia, no fundo, é uma ferramenta de orientação. Logo, é útil para quem anda desorientado e sente que precisa de algum auxílio, o que não acontece a quem tem uma “bússola” de série.
É também curioso verificarmos que os três grupos com que começámos, foram se diluindo uns nos outros, até desaparecerem na fase de Úrano. Se já não há grupos, então o indíviduo será “um” e “completo”. Mas podemos mesmo dizer que um ser de Consciência Neptuniana está completo? Se sim, onde vamos encaixar o…
- Plutão
Eu diria que aqui encontramos os verdadeiros “mestres”. Aqueles que têm, não só o conhecimento, mas também os meios para mudarem o mundo… mas não me quero alongar porque sei que não é fácil descrever este nível.
Fica o desafio para aqueles que quiserem arriscar uma teoria ou mais. Quanto a mim, vou descansar o teclado porque já sofreu muito.
Até à próxima.
Plutão em Capricórnio
Não podia faltar, não é? Com a entrada definitiva de Plutão no Signo de Capricórnio, surgiram logo perguntas acerca de porque não tinha abordado esse tema mais cedo, dada a sua pertinência.
A minha resposta, basicamente, é que não tendo a seguir modas e, como vão concluir no final deste texto, também não dou o mesmo relevo ao evento de entrada num Signo que muitos parecem dar (embora tenha bastante importância, claro, não estou a dizer o contrário). De qualquer forma, é algo que só volta a acontecer na madrugada de 20 de Dezembro de 2254, e tenho algumas suspeitas sobre se vou estar cá nessa altura para falar disso, por isso, vamos lá fazer uma homenagem ao evento.
Comecemos com um pequeno exemplo do que anda a ser escrito por aí sobre este assunto:
No dia 28 de Novembro, ou seja, um dia a seguir a Plutão ter entrado em Capricórnio definitivamente, houve a “Sexta-feira Negra” nos EUA. É um dia especial, que ocorre todos os anos a seguir ao “Dia de Acção de Graças”, e marca o começo da época natalícia. Neste dia, as lojas abrem com um grande desconto geral em vários produtos (às vezes, todos). Devido a esta tradição, é comum as pessoas fazerem filas enormes às portas dos estabelecimentos comerciais porque há quem espere o ano inteiro por este dia para conseguir o melhor negócio e, por isso, a mercadoria tende a desaparecer rápido, o que significa que quem entra primeiro tem maiores oportunidades de conseguir agarrar algo que realmente queira. Os ferimentos são comuns, visto que nalguns sítios as pessoas atropelam-se para entrar primeiro, mas este ano, em particular, houve uma morte.
Será que os Planetas são culpados? De acordo com a americana Elsa, é possível que seja Plutão em Capricórnio, que está a mostrar-nos o lado negro dos grandes negócios. Ou talvez seja uma prova de que a sociedade está em decadência ao ponto de nos pisarmos uns aos outros para conseguir um objecto por pura ganância.
É claro que isto é só um caso isolado, entre MILHÕES de lojas, nos EUA inteiros, mas borrifem lá nisso… o que importa é que foi notícia e, se dermos bem a volta à coisa, lá conseguimos encaixar onde quisermos.
(Clicar AQUI para ver texto original, na íntegra)
Embora a lógica social da senhora não esteja mal colocada, a associação a Plutão em Capricórnio é que parece-me completamente descabida. Situações destas acontecem com bastante frequência, e Plutão não esteve em Capricórnio em nenhuma dessas alturas. Por fantástica ironia, um dos últimos comentários à mensagem acima vem de alguém que diz viver na Índia, e afirma que isso acontece muitas vezes.
A Crise Financeira? Yup, também dizem que é por culpa de Plutão em Capricórnio. Carreiras em queda? Também. Organizações falidas? Idem. Há muitos mais exemplos, mas não vale a pena pejar este texto com coisas que podem ser facilmente descobertas com a simples ajuda de um bom motor de busca.
Aparentemente, Plutão tornou-se o “culpado” de praticamente tudo o que acontece. Peguemos no exemplo da crise do petróleo (seguindo a lógica de Capricórnio ser um Signo de Terra e tanto o Planeta como o Signo estarem associados ao conceito de Poder), como se a crise do petróleo não fizesse parte da crise energética que já vem de trás, mas a isto há quem insista com o argumento:
- A transformação é mais radical agora que ele entrou em Capricórnio.
“Capricórnio” e “radical”? Não andamos a confundir as coisas? Parece um típico caso de “se as coisas não encaixam à primeira, vai-se buscar o martelo”. Já não é Júpiter que dispõe deste Plutão (já deixou de o ser quando Júpiter entrou em Capricórnio), mas sim Saturno. Tónica bem diferente, meus amigos, e que não tem nada de radical nem grandioso, mas sim de metódico e cauteloso. Aliás, notem como o nascimento deste ciclo ocorre com Saturno em Virgem, Trígono a Júpiter em Capricórnio.
Há outros Aspectos, sem dúvida, mas a chave acaba por ser a mencionada acima. Mercúrio é Dispositor de Saturno? Claro que sim, mas está em Sagitário, o que nos traz de volta a Júpiter em Capricórnio. Úrano está Oposto em Peixes? Claro que está, mas é Disposto por Júpiter, o que nos traz de volta a Capricórnio. Neptuno, como segundo Dispositor de Úrano, torna-se marcante apenas por estar em Recepção Mútua, mas esta é uma influência cuja interpretação levar-nos-ia muito longe, e fora do contexto a que me quero cingir.
De qualquer forma, para muitos, é como se Plutão fosse o tio-avô malvado que a familia sempre disse mal, e vem agora passar o Natal com todos e, assim que passa a porta de entrada, qualquer coisa de mal que aconteça é por culpa da presença daquele senhor. A isso eu digo “Jesus, Maria, e José! Tirem a cabeça da sarjeta!!” O coitado do Plutão ainda agora entrou, não teve sequer oportunidade para fazer praticamente nada, e já está a levar por tabela de todos os lados.
No fundo, as associações que são feitas a Plutão lembram imenso as associações que se faziam (e, às vezes, ainda se fazem) a Saturno, o “Grande Maléfico” da Astrologia Tradicional Clássica. No fundo, quanto menos se conhece de um Planeta, mais se dizem baboseiras sobre ele. Há, também, quem afirme que isto é típico de uma sociedade que ainda não domina o nível de consciência de Plutão.
Vamos colocar isto de outra forma. Dizem algumas teorias (e isto é mais “Filosofia Astrológica”, atenção) que, durante milénios, o ser humano só tinha conhecimento dos primeiros sete Planetas porque não tinha um nível de consciência que o permitisse ir mais longe. Saturno, sendo o último destes sete, era o menos compreendido, logo, o mais temido.
Quando os restantes Planetas foram descobertos e, consequentemente, incluídos no estudo astrológico, isso deveu-se ao facto da humanidade, como um todo, estar preparada para entender e viver os princípios desses Planetas – como se, simbolicamente, a expansão do Sistema Solar e Universo conhecido fosse análoga ao potencial de consciência da humanidade. Ora, neste momento, Plutão ainda é o último dos Planetas utilizados astrologicamente, sendo também o menos compreendido, logo, o mais temido.
Existem outros Planetas para lá da órbita de Plutão que alguns astrólogos já tentam usar mas, até à data, não há informação coerente sobre eles, só teorias, por isso, podemos concluir que a humanidade ainda tem muito trilho para caminhar, até entender e, mais tarde, integrar as propostas desses objectos Transneptunianos
Claro que o potencial da humanidade não corresponde, necessariamente, ao potencial individual. Por exemplo, existem muitas pessoas hoje em dia que ainda se debatem com o seu Saturno, ou mesmo Júpiter. Estas pessoas nunca estariam em condições de compreender o impacto de Úrano, quanto mais o de Neptuno ou Plutão. Daí haverem astrólogos que insistem em usar exclusivamente a Astrologia Tradicional Clássica e recusam, terminantemente, a recorrer às descobertas modernas. Pura e simplesmente, não as entendem, logo, não as conseguem usar (mas, ao menos, são coerentes dentro dos seus limites, e que prova a integração de Saturno).
Mesmo a nível das massas – e, aqui, não estou a falar de astrólogos, mas das pessoas em geral mesmo – é geralmente aceite que a sociedade está a aprender a lidar com o nível de Úrano. Note-se o radicalismo, a sede pela individualidade, as explosões tecnológicas e científicas, etc. Neste mundo, existem alguns que já dominam isso, e estarão a tentar olhar mais além, ao nível de Neptuno, o que significa que, se esta filosofia (ou teoria, se preferirem) estiver correcta, só depois disso é que estaríamos preparados para entender Plutão em toda a sua glória, mas duvido muito que haja alguém a esse nível, presentemente.
Só uma nota final sobre este assunto. Não confundam “nível de Neptuno” com os maluquinhos religiosos que falam muito de Amor Universal, e valores de Nova Era, mas quebram metade daquilo que pregam à primeira distração. Isso são pessoas que, na melhor das hipóteses, estão a lidar com o Júpiter, e agem como se tivessem “saltado” por cima do Saturno e Úrano, directamente para Neptuno.
Tendem a ser pessoas que pretendem convencer os seus fiéis ouvintes (ou leitores) que a vida deve ser assim ou assado, e que temos todos este ou aquele objectivo. Usam frequentemente a palavra “amor” e outras coisas simpáticas do género que são bastante apelativas mas, ao fim do dia, quem está a nível de Saturno sente que há falta de seriedade nessa abordagem, e quem está a nível de Úrano sente logo que essa abordagem é uma negação do projecto individual de vida que cada ser humano quer e precisa viver. Neptuno está ainda mais além disso, e conto pelos dedos das mãos o número de pessoas que conheci ao longo da vida que parecem entender isso.
- Nesse caso, o que podemos esperar de Plutão em Capricórnio, realisticamente?
Se Neptuno está além da compreensão das massas, o que dizer então de Plutão? Vou-me resumir a uma visão meramente racional, mas sei que não vou estar a fazer-lhe justiça.
Prevê-se um progressivo demolir de velhas estruturas, tanto físicas como psicológicas, sociais e morais, para que fique “campo aberto” ao surgimento de substitutos modernos e não-tradicionais. Naturalmente, esse será mais o processo de Plutão em Aquário, mas o limpar do terreno e construção dos alicerces básicos deverá ocorrer agora, de forma organizada e metódica, como a combinação Virgem/Capricórnio exige.
Sim, Plutão entrou num novo Signo e é algo que só acontece uma vez na vida, sem dúvida, mas o acto de entrada não é assim tão marcante como alguns tentam fazer parecer. O facto de um Planeta ser “lento” implica isso mesmo, lentidão. As coisas vão acontecer ao longo dos próximos anos, em progressão. Os cataclismos que alguns prevêem não vêm de Plutão em Capricórnio sozinho, há, certamente, uma combinação astrológica completa que desperta os eventos que iremos presenciar no futuro próximo.
É claro que, quem tem Planetas nos primeiros ou últimos graus de um Signo (em especial, primeiros graus dos Signos Cardinais), vai sentir mais os efeitos desta passagem mas, como disse, não é algo que ocorra de um dia para o outro. Podemos dizer que há um certo “requinte de malvadez” na forma como um Plutão lento vai moendo as coisas até ficarem pó. Quando digo “quem” também posso dizer “quê”, porque as nações têm o seu próprio Horóscopo, os mandatos de poder têm o seu próprio Horóscopo, e por aí fora.
Para terminar, deixo uma provocaçãozinha: se sentirem frio ao longo dos próximos tempos, podem crer, é por causa de Plutão em Capricórnio. A sério, é a forma que o Planeta feito de gelo tem de vos dizer que entrou no Signo mais frio do Zodíaco. O facto de estarmos quase a entrar no inverno não tem absolutamente nada a ver.
Até à próxima.