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Crise Financeira

Nesta altura do campeonato, haverá tema mais pertinente do que a crise financeira que é anunciada em todos os noticiários, todos os dias, desde há um mês atrás, e com promessa de continuar? Sim, mas mesmo assim apetece-me falar deste assunto esta semana.

Tenho ouvido alguns colegas fazerem muitos comentários sobre o assunto, e a maioria parece apontar que isto são sinais de Plutão a entrar em Capricórnio. Não nego que também penso assim mas, como às vezes digo, “o buraco é mais em baixo”.

Os economistas afirmam que a crise nasceu há já algum tempo, pelo menos desde 2007, mas a mim parece-me que esse foi o período de concepção da crise, e não o seu nascimento propriamente dito, visto que o “choque” que acordou o mundo para a situação foi o escândalo das empresas Fannie Mae e Freddie Mac, que ocorreu há cerca de um mês atrás, mais exactamente a 7 de Setembro de 2008.

Devo dizer, desde já, que Astrologia Financeira não é a minha especialidade, mas não resisti à tentação e criei um Mapa Astrológico para esta data e verifiquei alguns pormenores curiosos. Para quem não sabe, a primeira coisa que devemos observar, nestes casos, é o posicionamento de Júpiter e Saturno, visto que é o ciclo que estes dois Planetas fazem entre sí que mexe com a economia e finanças do mundo e, nesta data, Júpiter estava no grau 12º32 de Capricórnio, Estacionário (retomaria o movimento Directo dois dias depois), e Saturno estava no grau 12º23 de Virgem – ou seja, um Trígono praticamente perfeito.

Agora, alguns perguntarão:

- Mas é um Trígono, não devia ser bom?

Isto é uma questão que pretendo abordar num futuro texto. Os Trígonos e Sextis não são necessariamente bons nem maus. Da mesma forma, as Quadraturas e Oposições não são necessariamente boas nem más. Tudo o que um Aspecto indica é que os dois Planetas estão ligados, mas a forma como essa ligação se define depende de vários factores, nomeadamente do tal livre-arbítrio que falei há duas semanas atrás.

Adiante com o tema desta semana, note-se que neste Mapa é Saturno, o Planeta da contenção e responsabilidade, que está a dominar. Aprofundando o que comecei por dizer um pouco acima, Júpiter está em Queda (12º32 de Capricórnio), Estacionário, e em Quadratura ao Dispositor de Saturno (Mercúrio), que está no mesmo grau dos Planetas Sociais (12º05, mas de Balança). Só isto já basta para verificar que é um período desafiante, mas Marte também está no mesmo grau (12º29) do seu Signo de Detrimento (Balança), em Quadratura a Júpiter, e em Conjunção a Mercúrio (Dispositor de Saturno). Como se não bastasse, Vénus (Dispositor de Mercúrio e Marte) está também em Quadratura a Júpiter, embora a dois graus de distância (10º02), e no seu Signo de Regência (Balança).

Claro que, quando falamos de “choque repentino”, lembramo-nos logo de Úrano, e também esse está no cenário aqui apresentado. Júpiter que, como vimos acima, está bastante enfraquecido, é o Dispositor de Úrano que, por sua vez, está Retrógrado e em Oposição a Saturno. Como o engenheiro António Guterres diria, “é só fazer as contas”.

Acrescentem a isto a informação que referi na semana passada, sobre Mercúrio Retrógrado no Elemento Ar, desde final de 2007, e o quebra-cabeças começa a fazer sentido – e, a propósito, observe-se que não é nenhuma surpresa que o plano de injectar 700 mil milhões de dólares no mercado monetário (Plano Paulson) não tenha passado à primeira.

Apesar de tudo, é verdade que está lá um Trígono Crescente, o que significa que existem oportunidades de lidar com a situação de uma forma criativa, com bons exemplos, ou com uma liderança forte (isto são apenas alguns exemplos) mas, sendo o Trígono um Aspecto Passivo, essa criatividade está dependente do poder de iniciativa de cada individuo – e sim, isto pode ser visto a nível pessoal no Mapa Natal de qualquer um de nós.

A Vénus em Regência, como Dispositora de Mercúrio e Marte também é um sinal positivo, em especial no sentido de encontrar soluções em parceria com terceiros, apesar da Quadratura a Júpiter, que pode indicar algum conflicto com o fundamentalismo de alguns (por exemplo).

Dito isto, a questão que fica é:

- A situação vai melhorar?

Bem, olhando só para o Mapa, visto que não temos outra fonte de informação, eu não esperaria uma melhoria, pelo menos marcante, nos próximos anos. Por Progressão Primária, tanto Vénus como Saturno vão levar 2 a 3 anos até encontrarem-se com Mercúrio e Sol, respectivamente. Fazendo um Mapa para daqui a 2 anos e meio, de facto, verificamos que é quando Júpiter e Saturno vão encontrar-se no seu próximo grande estágio do ciclo, o que implica um período igualmente complexo, senão mais, visto que Júpiter estará em Conjunção a Úrano, no final de Peixes, e tanto Júpiter como Saturno, ambos, estarão prestes a fazer um Dupla-Quadratura a Plutão (este já bem lançado nos primeiros graus de Capricórnio) à entrada dos Signos Equinociais.

Penso que talvez surja alguma esperança e idealismo nos meses que antecedem este período devido a Júpiter estar em Peixes (Signo de Regência), e Saturno estar Retrógrado nessa altura mas, pouco depois (por altura da Dupla-Quadratura que referi), Saturno passará a estar no seu Signo de Exaltação (Balança), e tanto Júpiter como Úrano estarão “nas mãos” (em Carneiro) de Plutão em Capricórnio (Disposto por Saturno).

Mais informações e previsões financeiras só com a ajuda do Camilo Lourenço. Quanto a mim, fico-me por aqui.

Até à próxima.

Sábado, 4 Outubro 2008 Publicado por Carlos | Astrologia | , , , , , , , , | 1 Comentário